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American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 69, No. 3, 556-563,1999.

A composição de nutrientes de uma dieta enteral é muito variada e é desconhecida se absorção intestinal é influenciada pela composição dessas dietas. Pelo fato de carboidratos, proteínas e gordura apresentarem diferentes mecanismos de transporte em seus processos de absorção, é provável que a capacidade de absorção destes macronutrientes também apresente diferenças. Assim, a composição de uma dieta pode promover condições ótimas de absorção, que é importante em pacientes com problemas digestivos e absortivos, como em pacientes com síndrome do intestino curto, doença de Crohn. Terapia nutricional enteral em unidades de terapia intensiva está geralmente associada com seqüelas gastrintestinais. Embora, a gênesis desses distúrbios seja multifatoriais, ajustar a composição da dieta para promover a capacidade funcional máxima de absorção intestinal de cada nutriente é fundamental. Em pacientes com síndrome do intestino curto, limitações na absorção intestinais têm um papel importante na terapia a ser aplicada. Estudos clínicos nesses pacientes com altos níveis de carboidratos e gordura nas dietas, não mostraram bons resultados em relação à secreção intestinal e absorção.

4 dietas enterais que diferenciaram na composição de nutrientes foram usadas: uma dieta contendo quantidades equivalentes de carboidratos, proteínas e lipídio (33,3%); uma dieta rica em carboidratos (60%); uma dieta rica em proteínas (60%); uma dieta rica em lipídios (60%). O carboidrato consistiu de maltodextrina. Foi composta de 1,5% de glicose, 35% de maltose, 21% maltotriose e 42,5% de oligossacarídios. A proteína consistiu em proteína do soro hidrolisada e foi composta de 15% de aminoácidos, 50% de di- e tripeptídios, 30% de oligopetídios e 5% polipeptídios. Os componentes da gordura eram uma emulsão comercial depois de adição de colesterol e sais biliares. O hidrolisado lipídico contêm 48,7% de ácidos graxos livres, 24,7% de monoacilglicerol, 13,1% de diacilglicerol e 13,5% triacilglicerol. A densidade energética das 4 dietas enterais foi de 1673,6 kJ/l. A sdietas eram isoosmóticas.

O presente trabalho revelou diferentes taxas de absorção de carboidratos, proteínas e gordura. Após as refeições com diferentes composições de nutrientes, estas diferenças na capacidade absortiva do intestino delgado foram compensadas por diferentes tamanhos de intestino delgado requerido para absorção. Houve uma composição ótima de nutrientes que resultaram em menor tamanho de intestino requerido para absorção para a completa absorção dos três nutrientes. As dietas comerciais para nutrição enteral ofereceram grandes diferenças na composição; concentrações de carboidratos, proteína e gordura variam de 45% a 75%, de 9% a 25% e de 10% a 39%, respectivamente (não incluindo dietas enterais específicas usadas para pacientes com trauma, hepatopatias ou insuficiência renal). Em indivíduos saudáveis, variações na composição de refeições não resultam em má absorção, pois o intestino delgado tem capacidades de reservas suficientes. Em pacientes com distúrbios de digestão e absorção, entretanto, a composição de refeições ou de dietas enterais pode ser mais importante. Nutrição enteral em pacientes de unidade de terapia intensiva está geralmente associada com vômitos e diarréia. Múltiplas etiologias destas seqüelas têm sido evidenciadas, mas não têm sido explicitadas em detalhes. Um maior fator pode ser uma discrepância entre a carga de nutrientes e capacidade digestiva e absortiva. De acordo com os presentes achados, a composição de nutrientes de dietas enterais pode também ser um fator determinante. As dietas comerciais para nutrição enteral ofereceram grandes diferenças na composição; concentrações de carboidratos, proteína e gordura variam de 45% a 75%, de 9% a 25% e de 10% a 39%, respectivamente (não incluindo dietas enterais específicas usadas para pacientes com trauma, hepatopatias ou insuficiência renal). O presente estudo mostrou que para proteína e gordura em particular, quanto maior diferença na composição de nutrientes da dieta que apresentou melhores resultados, maior o tamanho de intestino necessário para a absorção.

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